Poucas vezes pensamos no sofrimento de Cristo na cruz do Calvário e no tempo que Ele passou pendurado no madeiro. Mas, quando lemos os evangelhos descobrimos que a morte de Jesus levou pelos menos seis horas. Suas mãos e pés foram pregados na cruz as nove horas, ao meio dia, a escuridão cobriu a terra.  Um silencio assustador cercava o lugar da caveira e a própria natureza se curvou solidária quando o seu Criador morria na cruz. Foi como se a luz de todo o universo se apagasse quando a negritude da morte desceu sobre a terra. As três horas da tarde ouviu-se a voz agonizante que gritava: “Meu Deus, meu Deus por que me abandonaste?”. Algumas coisas me chamam a atenção nesta passagem.

  1. A intensidade com que Jesus fez esta declaração. Ele bradou em alta voz. A palavra bradar significa gritar alto, agonizante.
  2. O fato dessa declaração ter sido preservada exatamente como Jesus a proferiu, em aramaico. “Eloí, Eloí, lamá Sabactâni”. Talvez isso tenha acontecido porque a língua falado pelo nosso Salvador expressa melhor angústia profunda de sua alma ao levar os nossos pecados sobre si.

3. O fato da separação entre o Filho e o Pai. Isso transparece na forma como Jesus se dirige aqui ao Senhor dizendo: “Meu Deus, meu Deus porque me abandonastes?” Jesus nunca havia experimentado um momento em que o Pai não se agradasse dele. Nunca tinha perdido a comunhão com o Pai. Por que o Pai o abandonou? Paulo responde dizendo: “Aquele que não conhece pecado, Ele o fez pecado por nós, para que nele fôssemos feitos justiça de Deus”(II C. 5:21). Na cruz, os nossos pecados estavam sobre Jesus. Deus é santo, e, portanto, separado do pecado. Quando Jesus se fez pecado porque leva o n osso pecado sobre si, o Pai se separou. Mas naquele momento o Pai abandou o filho para que nunca tivesse de nos abandonar. Louve ao Senhor por isso.

POR QUE ME ABANDONASTE?