A citação que o texto faz de Isaias 35:3,4 leva-nos a um erguer de ânimos e um levantar de mãos para Deus. Há uma recomendação de Paulo no sentido de que em todo tempo e em todo lugar os “homens levantem mãos santas, sem ira e nem contendas”(I Tm.2:8) o que indica um gesto ao mesmo tempo de louvor, de ânimo e prontidão como aqui nos ensina o autor de Hebreus.

A paz com todos e a santificação pessoal, seguem como conseqüência do bom ânimo e da prontidão no serviço. Sem dúvida, o autor relaciona esse estado de paz que deve ser partilhado com todos ao nosso redor, como “fruto pacifico de justiça” do verso 11, que por sua vez é fruto da disciplina do Senhor nos corações bem dispostos.

Os conselhos do verso 15 dizem respeito a certo individualismo, que na maioria das vezes faz brotar desentendimento e até amargura entre irmãos. É comum aparece nas igrejas os tais homens ou mulheres “mais santos” “mais puros” que os demais. É o espírito do célebre fariseu da parábola de Cristo (Lc.18:11).

Prosseguindo a mesma linha de pensamento de como o individualismo pode causar amargura, vai o autor, num crescendo, prevenir contra a imoralidade e a profanação do que e sagrado e cita o caso de Esaú, de quem o texto fala, não propriamente da imoralidade, mas de profanação de coisas tão sagradas como seu direito de primogenitura, de cujo pecado só Deus diretamente, em sua misericórdia sem limites, poderia livrá-lo.

Até que ponto somos individualistas, racistas, avarentos, imorais ou profanos?

LEVANTAI AS MÃOS Hb. 12:12-17