Durante a noite mais escura de sua vida, Jesus o silencio do céu. Mateus disse que Jesus “começou a angustiar-se e entristecer-se”. O Mestre “prostrou-se sobre o rosto” e clamou a Deus. Lucas nos informa que Jesus estava “em agonia” e que “o seu suor se transformou em gotas de sangue caindo sobre a terra”.

A terra nunca ofereceu um pedido tão urgente. E o céu nunca ofereceu um silencio mais pesado. A oração de Jesus não teve resposta. Mas isso foi só o começo da agonia e do sofrimento.

Naquela mesma noite Ele enfrentou a traição de um dos seus mais chegados; todos prometeram lealdade; todavia todos fugiram. Os discípulos o abandonaram. O povo o rejeitou. Do ponto de vista humano o mundo de Jesus desmoronou. Nenhuma resposta do céu, nenhuma ajuda das pessoas, nenhuma lealdade dosa amigos.

No entanto apesar de todo sofrimento, Jesus pôde distinguir o propósito do sofrimento e a presença de Dês no problema. Seria difícil encontrar alguém pior do que Judas. Um ladrão que teve o privilégio de viver na presença de Deus e experimentar os seus milagres. No final se decidiu pelo dinheiro e vendeu Jesus por 30 moedas de prata. Jesus, porém, o viu. Jesus olhou bem para o seu rosto e disse: “Amigo, para que vieste?” O que Jesus viu em Judas digno de ser chamado de amigo? Não sei! Mas sei que Jesus não mente e naquele momento Ele expressou a sua amizade por um homem muito mau.

Jesus encontrou propósito no sofrimento, por isso mesmo na dor ele sempre falou sobre o propósito de Deus. As dificuldades imediatas foram vistas como parte de um propósito necessário de um plano maior.

Onde vemos uma oração não respondida, Jesus viu a oração respondida. Onde vemos a ausência de Deus, Jesus viu o plano de Deus. Por isso em Mt. 26:53 ele disse: “Acaso pensais que não posso rogar ao meu Pai, e Ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos?”

Jesus viu o que importava. Ele viu o Pai. Via a presença do Pai no problema.

O SILENCIO DO CÉU